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Especialistas na área de educação infantil debateram temas importantes em bate papo promovido pelo Seb Dom Bosco

Doce Nascer Notícias em 03/07/2015 02:44:38

A participação da família no processo de educação da criança foi um dos temas debatidos em um bate-papo promovido pelo Seb Dom Bosco, no dia 18 de junho na Fnac do ParkShoppingBarigui, com especialistas da área de educação infantil.  

           Segundo Maria Lúcia Castellano, diretora de educação infantil da unidade Ahú, muitas famílias hoje delegam à escola o atendimento dos seus filhos em período integral, no qual a criança passa a jornada da manhã e da tarde na escola. 

                Muitas mães iniciam a preocupação com a escola durante a gravidez. Antes mesmo do nascimento do filho, elas já reservam a vaga na instituição escolhida. Para não errar nesta escolha Maria Lúcia alerta para alguns pontos importantes a serem avaliados na instituição: qualidade do atendimento prestado, higiene e limpeza, organização e a proposta pedagógica apresentada. Desta maneira é possível fazer uma análise de uma opção que a mãe teria que ter em casa, contando com uma pessoa, muitas vezes sem escolaridade, para cuidar do filho. Devido a isso, a diretora explica que o trabalho na educação infantil se inicia com um atendimento que acaba sendo superior àquele prestado em casa. Afinal a função da escola é focar em valores que são importantes para a convivência em família e em sociedade. Para Maria Lúcia a instituição de ensino deve ser uma escola parceira e comprometida com a educação da criança, buscando sempre a participação da família.

                A diretora conta que hoje é apresentada dentro do ensino bilíngue a dinamização das crianças em um processo de aprendizagem, no qual estas crianças fazem toda a aquisição da linguagem desde os três anos de idade até o ensino fundamental.  O ensino bilíngue tornou se uma necessidade para a criança, quanto mais cedo ela convive com uma segunda língua, maior é a sua facilidade no aprendizado e no armazenamento no seu vocabulário. A criança não vai falar aos três anos, explica, mas vai armazenar e absorver todo o vocabulário e aos quatro anos vai começa a soltar o que foi armazenado. A partir dos cinco anos de idade esta criança começa a falar e evoluir. Aos seis a criança já começa a desenvolver o aprendizado. Todo este processo é acompanhado por profissionais nativos que tem uma bagagem cultural imensa.

                A diretora de ensino infantil e fundamental, Francisca D Fawn, lembra que estamos em um tempo onde a pressa fala mais alto, e que diante de um cenário extremamente rápido e acelerado, onde as coisas mudam da noite para o dia, quem é mãe deveria se perguntar: o que estou fazendo para colocar um filho neste cenário e o que eu quero que ele se torne? 

Francis, como é chamada, conta que a maioria das famílias tem um dia a dia comprometido com o trabalho, e quer uma escola que supra este tempo na vida da criança; com uma socialização, que inclui hábitos e atitudes, envolvimento psicomotor e intelectual.

               Quando a criança chega ao berçário ela vai aprender a se socializar, a dividir, a interagir e a esperar a sua vez, conta. A proposta é tornar a criança equilibrada e feliz; para que daqui há alguns anos ela possa crescer e se tornar um  jovem adulto também equilibrado e feliz.  Ela explica que para isso é muito importante que os pais estejam perto de forma qualitativa na educação da criança.

                O diretor da educação de ensino fundamental, ensino médio e de cursos Gil Moraes falou sobre a preocupação enquanto instituição de ensino, Segundo ele hoje em dia é muito mais complexo do que há anos atrás oferecer ensino, porque as expectativas das famílias são as mais variadas possíveis. A literatura aponta para múltiplas configurações familiares que traz consigo crenças e valores diferentes. No entanto é preciso ver se o conceito da família corresponde com a proposta da escola neste sentido.

                Para ele, ampliar o leque de atividades a ponto de contemplar a expectativa tão diversa assim torna a rotina de uma escola muito complexa. Nesse sentido cada vez mais se é apoiado em teóricos contemporâneos e em práticas inovadoras que podem levar ao encontro das expectativas das famílias.  "O ensino transforma" diz ele, lembrando que é dito para os alunos que eles vão embora diferentes da maneira que chegaram de acordo com o que foi exposto no dia. Porém isso não basta mais, pois as ações cotidianas na escola devem estar relacionadas com as ações na rotina da família.

                Quem coloca o filho em tempo integral é porque precisa e não por uma simples vontade. Isto traz grande responsabilidade para a escola. Segundo Gil, é muito complexo terceirizar uma parte daquilo que é de responsabilidade parental para uma instituição de ensino. Caberia em algum momento dizer que a educação é parte da família, pois a instituição cuida apenas do ensino. Hoje sim é de responsabilidade da instituição de ensino fazer com que o seu fazer enquanto ensino dialogue com a educação que a família busca. Essa convergência desse contexto entre educação e ensino é uma grande preocupação do Dom Bosco e deve ser uma preocupação de todas as instituições.

               " O Brasil tem discutido muito sobe a questão da faixa etária de entrada no ensino fundamental. Nos últimos três anos houve várias modificações neste sentido. Na educação infantil, as escolas recebem crianças em diferentes níveis de berçário, são muitas as opções. Cabe a nós encontrar o ponto de equilíbrio dessa relação de educação. Devemos, como instituição, ter o cuidado de estar enxergando na criança uma pessoa em desenvolvimento que precisa de uma ajuda bem orientada e de respeito." comenta. 

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