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Asma: é possível controlar?

Coluna Pneumologia em 31/08/2015 20:01:26

Asma: é possível controlar?

O tempo seco e as baixas temperaturas são condições ideais para agravar ainda mais os casos de doenças respiratórias. Em contrapartida, alguns cuidados básicos no dia a dia, como a prática de atividades físicas, cuidados com o ambiente e uma boa alimentação podem ajudar a prevenir e controlar várias doenças, entre elas a asma, além de garantir uma melhor qualidade de vida para quem convive com ela.

Falta de ar, tosse seca, chiado e sensação de aperto no peito são os principais sintomas que denunciam a presença da asma, uma doença pulmonar crônica que causa a inflamação dos brônquios e dificulta a passagem do ar. Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), o Brasil tem mais de 22 milhões de asmáticos e esse número aumenta todos os anos. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença mata cerca de 2,5 mil pessoas por ano no país. Na infância, a asma às vezes é chamada de bronquite e pode ter caráter transitório. Muitas vezes existe apenas um sintoma, como tosse, e não todos os sintomas clássicos.

A asma pode ser controlada através do uso de medicamentos que ajudam a prevenir e tratar as crises.


 É uma doença de origem quase sempre genético, mas alguns cuidados básicos no dia a dia também podem ajudar. Poeira doméstica, ácaros, pêlos de animais, pólen de plantas, fumaça, infecções virais, tempo seco e mudanças bruscas de temperatura são os principais fatores que desencadeiam as crises de asma e por isso, é recomendável evitar situações e ambientes que possam favorecer o contato com esses elementos. Isso inclui, por exemplo, não fumar nem conviver com adultos fumantes, praticar atividades físicas regularmente, evitar contato com os alergênicos citados ou mesmo evitar transitar nem ambientes aglomerados (onde existem maior número de vírus e bactérias). Manter uma boa circulação do ar nos ambientes também pode ajudar. Lembrando que qualquer fumante que conviva no mesmo ambiente da criança, mesmo não fumando próximo à ela, contribui para formação de uma atmosfera para o tabagismo passivo, muito negativo no controle da criança com qualquer doença respiratória.


Quando o assunto é asma, sempre deve ser recomendado o exercício físico.  Lembrando que a prática de exercícios físicos deve ser feita sob a recomendação e o acompanhamento de um médico e educador físico.  Segundo a Associação Brasileira de Asmáticos São Paulo (ABRASP), exercícios aeróbicos, como caminhada, natação, corrida e ciclismo são os mais recomendados para quem convive com a asma, porém é preciso ficar atento. Crises de broncoespasmo induzido por exercícios podem se manifestar cerca de cinco minutos até doze horas após o término da realização de atividades físicas. Para evitá-las é importante o controle da doença.


Um estudo publicado pela Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia ASBAI identificou que a deficiência de vitamina D no organismo pode ter relação com o desenvolvimento de alergias e doenças respiratórias. Segundo o estudo, pessoas asmáticas possuem níveis de vitamina D inferiores aos de uma pessoa que não possui a doença. A vitamina D parece estar ligada a várias doenças alérgicas e respiratórias. Para aumentar os seus níveis, é necessária uma exposição saudável diária ao sol, e tomar suplemento da vitamina, caso ela esteja comprovadamente abaixo do nível recomendado no organismo.


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