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Calendário Vacinal - esclarecendo dúvidas

Coluna Pneumologia em 05/08/2015 20:19:12

 

Calendário Vacinal - esclarecendo dúvidas

 

Ao mesmo tempo que são criadas vacinas revolucionárias contra doenças muito graves, existe na atualidade um movimento anti vacinação que conta com a adesão de alguns pais. 

Qual a diferença entre os calendários vacinais? Se as vacinas são tão importantes, porque o governo não disponibiliza para todos? Qual a importância da vacinação em massa?

O assunto é polêmico mas precisamos priorizar, sempre, a saúde de nossas crianças!


 O CALENDÁRIO BÁSICO de vacinação brasileiro é definido pelo programa nacional de imunizações e corresponde ao conjunto de vacinas consideradas prioritárias à saúde pública do país.

Engloba vacinas contra doenças que podem causar epidemias, e também contra doenças que causam grande impacto financeiro na saúde pública para seu tratamento. É diferente entre vários países pois depende do orçamento disponível para saúde. Estas vacinas são distribuídas gratuitamente para a população. 

 A SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA e SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES também produzem anualmente um calendário de vacinações, com recomendações de todas as vacinas consideradas importantes para saúde, elaborado por vários pediatras e infectologistas, baseado em artigos científicos sérios sobre o impacto destas doenças e sobre a eficácia das vacinas disponíveis, sem levar em conta o custo das mesmas. 

 As vacinas são consideradas uma das mais importantes conquistas da medicina, pois foram e são responsáveis pelo desaparecimento de várias doenças graves ou diminuição da mortalidade e morbidade por outras doenças não passíveis de erradicação. Como exemplo dentro da pneumologia; a pneumonia é a doença responsável pelo maior número de internações e óbitos em crianças, principalmente abaixo de 5 anos de idade. Após a introdução da vacina anti pneumocócica, este número reduziu drasticamente, evitando milhões de internações e óbitos por esta doença em todo mundo. É um fato comprovado pelas estatísticas. 

 A SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA condena toda manifestação anti vacinas, considerando o movimento uma irresponsabilidade. A partir do momento que não se vacina uma criança, toda a população é colocada em risco. Assim, vemos ressurgir em alguns países, como EUA, doenças como caxumba, sarampo, rubéola, poliomielite e coqueluche, algumas destas doenças já eram consideradas praticamente erradicadas. As consequências são desastrosas, com aumento da mortalidade por estas doenças não apenas nas crianças mas também na população adulta, um verdadeiro retrocesso em termos de saúde pública. Foram investidos vários anos e vários milhões de dólares para erradicação destas doenças, e em apenas alguns anos de movimento anti vacinas de uma minoria, estas doenças ressurgem entre todos. 

 O calendário vacinal do Ministério da Saúde é abrangente e melhora a cada ano, mas não existem recursos para fornecer todas as vacinas indicadas, segundo declaração do mesmo. 

 Os pais devem seguir a orientação do seu pediatra quanto a vacinação de seus filhos. É a melhor chance que eles possuem na luta contra doenças graves. 

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