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Caros mamães e papais, como entender seu bebê?

Coluna Psicologia em 16/04/2015 12:05:56
Os primeiros anos de vida são como os primeiros lances de uma partida de xadrez: dão a orientação e o estilo de toda a partida, mas enquanto não vem o xeque-mate, ainda há belas jogadas a serem feitas. Utilizo esta fala de Anna Freud para comentar com vocês que a estrutura psicológica do ser humano já tem sua fonte nos primeiros meses de vida de uma criança. 

Como supor no recém-nascido um mínimo de possibilidade de contato com o outro, num corpo aparentemente fragmentado, sem coordenação, com baixo nível de respostas aos estímulos do mundo exterior? As respostas do bebê inicialmente são gerais, ao acaso e não dirigidas, faltam-lhe as percepções, a consciência e as funções psicológicas. Ele nasce em um estado de desamparo físico e psicológico. Embora o equipamento inato exista no bebê, desde o primeiro momento de vida, ele tem que ser ativado, o lampejo vital tem que ser conferido ao equipamento através de trocas com outro ser humano, com a mãe, nos diz Spitz em seu livro "O primeiro ano de vida". Pode parecer lógico este comentário, mas gostaria de dizer-lhes que é neste primeiro tempo de relação da mãe com seu filho que uma operação importantíssima, que é a função materna, vai garantir a subjetividade da criança como um ser social. Isto porque essas primeiras experiências do bebê, permanecem pouco tempo no campo das necessidades biológicas do instinto: quando ele chora e a mãe procura descobrir que não é fome, que pode ser desconforto ou necessidade de contato, ela já está fazendo a mediação entre as necessidades de ordem fisiológica e a linguagem. 

Mas que tipo de comunicação é esta com o bebê, se ele não tem ainda a linguagem verbal para se expressar? Pois é a partir de seu desejo, de suas expectativas que as mães falam a seus bebês, e não basta isso, é preciso falar com ele e dar um tempo de resposta, como se ele fosse um interlocutor. Falar com as crianças é uma função de uma complexidade muito grande. Sobre essas questões, longe de se esgotar, é que convido as mamães, os papais, os que já têm seus filhos em desenvolvimento, os avós e os cuidadores, a trazerem suas inquietações, angústias e anseios para fazermos um debate sobre a vida psicológica da criança.

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