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Consumismo Infantil

Coluna Psicologia Infantil em 10/09/2015 19:54:58

Consumismo Infantil

 

            Vivemos em um mundo capitalista, onde por vezes, sem que nos percebamos, somos seduzidos por objetos que induzem à uma falsa sensação de felicidade. Se você viajar para tal lugar.... Se você tiver um carro novo... Se você adquirir... Você será mais belo, mais poderoso, mais feliz. Sem querer as mensagens subliminares estão por todos os lados e sem que você perceba você entra na onda do consumismo e da competitividade.  Se um adulto que tem maturidade se deixa levar, imagine seu filho vendo você agir assim? Vou lhe fazer as seguintes perguntas:

-Quando seu filho(a) pede um brinquedo ou algum objeto que você não quer ou não pode comprar você costuma dizer que não tem dinheiro?

-Quando você vê que o amiguinho do seu filho tem objetos mais caros, da moda, você corre para proporcionar igual ou melhor para o seu filho?

-Você atende as necessidades do seu filho antes mesmo dele despertar para o objeto? Por exemplo: dar um celular, roupas de marca, lanchonetes da moda? Cuidado! Você pode estar despertando a atenção do seu filho para coisas que talvez ele levasse algum tempo ainda para entender como importante ou necessário!

            


Que tal trocar o presente por conscientizar ele(a) que não precisa daquilo?

            Quando focamos na relação entre a necessidade e dinheiro, as crianças aprendem que se tivessem dinheiro poderiam comprar o que quisessem, diferente de frisar sobre a real importância daquele objeto. Isso quando muitas vezes a família entende como sinônimo de poder a obtenção de bens materiais. Ostentação, exibicionismo e competitividade são futilidades que chegam a se tornar perigosas para a família nos dias de hoje. Em contrapartida acho válido pontuar que a educação da criança é baseada em valores morais e exemplos, principalmente. Não tem como incutir na criança que o luxo é algo supérfluo se os próprios pais não conseguem viver humildemente. Não tem como convencer um filho somente verbalmente. Então, a mensagem que deixo é um convite à reflexão: Pregamos o que ditamos aos nossos filhos? O exemplo é a chave do sucesso. Servir de modelo dará base à essa criança futuramente. Sabemos que no colégio e no meio social a criança terá seus primeiros contatos com relações de consumo em geral. Porém quando bem estruturadas essas novidades podem ser naturais e não como um indício de necessidade e de frustração caso a mesma não possa ter o suposto objeto.

           Tolerância à frustração é importante para todos nós. Lembre-se de que seu filho pode não ter o seu não, porém a vida se encarregará de frustrá-lo, pois nem só de sucessos e vitórias a vida é feita. Não se endividar para agradá-lo muito menos, pois o mesmo entenderá que você está ali para suprir as necessidades dele de imediato.

            E por fim, presentes deveriam ser dados somente em datas especiais, pois o mesmo tem que valorizar tanto a data e o presente quanto o esforço da família. E jamais se barganha educação e comportamento em troca de bens de consumo!

            Algumas dicas para lhe ajudar:

·        A criança precisa mesmo daquele objeto?

·        É realmente necessário algo novo naquele dia?

·    Qual a função daquele brinquedo? É um ato de consumo ou de necessidade?

·     É algo que agregará ou somente porque alguém tem e ele quer?

 

            Lembre-se do tanto de adultos que não vão ao shopping porque não podem comprar algo! Onde está o prazer no passeio com pessoas queridas? Comprar então é um ato de prazer insubstituível? A vida não tem graça sem consumir? Para refletirmos!

            Enfim, se essas respostas forem supérfluas você já sabe como agir!

 Vale a pena tentar, valerá a pena futuramente e você não se arrependerá!

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