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Mãe Tigre ou Mãe Coruja?

Coluna Educando em 29/06/2015 21:11:10

                                     Mãe Tigre Versus Mãe Coruja


A "mãe tigre" é conhecida nos Estados Unidos pela sua exigência, autoritarismo e rigidez na criação dos filhos. A autora lançou um livro polêmico contando sua forma pessoal de educar. Professora de direito, filha de imigrantes chineses, narrou sua trajetória como mãe e detalhou situações do dia a dia. Até aí, nada de assustador. Entretanto, alguns relatos impressionam. Se a filha errasse, era chamada de "lixo". Se as lições de piano não fossem perfeitamente executadas, a mãe ameaçava dizendo que queimaria todos os bichos de pelúcia. Atividade extra? Só se as filhas prometessem tirar medalha de ouro. Caso contrário, nem pensar! Em matemática, eram obrigadas a estar dois anos na frente de seus colegas. Além disso, as proibições, regras e limites eram frequentes. Disciplina excessiva! Essa mãe, autora do livro "Battle Hymm of the Tiger Mother" (Hino de Batalha da Mãe Tigre) critica a maneira ocidental de criar filhos dizendo que somos muito permissivos e não exploramos o potencial deles. Em parte ela tem razão.

Mas afinal, o que é certo e o que é errado na criação dos filhos? 

Há inúmeras pesquisas científicas de psicólogos e educadores de renome apontando o melhor perfil na hora de educar as crianças. Ao passo que a mãe tigre não é psicóloga nem educadora de crianças, tampouco pesquisadora. Trata-se de uma especialista em direito e professora de adultos. 

Para não ficar teorizando aqui, vejamos os três perfis mais problemáticos:

Perfil autoritário: Pouca ênfase no carinho e acolhimento e excesso de regras, limites e broncas pelos erros cometidos. Este perfil atrapalha o desenvolvimento da autoestima e da personalidade das crianças. O maior índice de suicídio entre crianças e adolescentes está aqui.

Perfil super protetor: Excesso de carinho, acolhimento e permissividade. Poucas regras e limites e quando a criança não obedece, quase não há consequências. Esse perfil não desenvolve a autonomia das crianças fazendo-as frágeis emocionalmente e dependentes de alguém que oriente e diga o que fazer em cada situação. Quando adultos, têm dificuldades em aceitar novos projetos e medo de tomar iniciativa.

Perfil negligente: (a maioria dos pais ocidentais) é o pior perfil de educador. Há pouco carinho e acolhimento e poucos limites e regras. A criança manda e acabam não desenvolvendo autonomia, têm baixa autoestima e não resistem às frustrações da vida. 

Esses três perfis trazem problemas para o desenvolvimento da personalidade das crianças. Mas então, o que fazer? O melhor é assumir o quarto perfil, denominado participativo no qual os pais equilibram muito bem as exigências e as obrigações com o estar junto, brincar, ouvir, conversar, incentivar e, principalmente, construir um bom vínculo com os filhos. É o equilíbrio entre afeto e autoridade. Pais participativos têm filhos felizes e realizados como seres humanos. Se a mãe tigre tem perfil autoritário, erra. Se a mãe coruja, comum no Brasil, que tem a tendência de superproteger aceitando como lindo qualquer resultado de seus filhos, também erra. O ideal é o equilíbrio: ser participativo. É científico, real, de muito bom senso e ideal para crianças emocionalmente saudáveis! 

Marcos Meier é mestre em Educação, formado em Matemática e Psicologia. Autor do livro  "Desligue isso e vá estudar" - orientações práticas para os pais. Editora Fundamento. Contatos pelo site www.meiererolim.com.br. Seus livros estão na loja virtual: www.kapok.com.br

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