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O problema de ser importante demais para seus filhos!

Coluna De mãe para mãe em 13/05/2015 10:07:03

Há um tempo atrás, comecei a reparar que uma menina vizinha vinha muito aqui em casa. Gosto muito que crianças venham brincar com meus filhos,mas achei estranho porque ela é uns 6 anos mais velha, e os brinquedos de crianças pequenas não eram interessantes para ela. Numa das ocasiões que ela veio brincar, me disse que gostava de vir aqui conversar, pois seus pais estavam sempre em ligações muito importantes e não podiam conversar com ela. Infelizmente as vezes nós, pais, nos tornamos demasiadamente importantes para nossos filhos.

Explico: somos tão importantes, tão ocupados, que a vida simples das crianças está fora do nosso alcance.
O mundo das crianças é simples: um brinquedo quebrado; um desenho rabiscado em um papel, o desejo de brincar. Quando nos tornamos importantes ou ocupados demais para nos diminuir e encontrar com nossos filhos no mundinho deles geramos afastamento.
Como você se sentiria se cada vez que vai conversar com seu marido sobre seus sentimentos e atividades do dia ele agisse como se aquilo fosse muito pequeno para ele?

Pior ainda: imagine que você está triste porque seu carro quebrou ou uma amiga te feriu. Aí você vai conversar com Deus. Então Ele diz: estou ocupado demais para me importar com seu carro que quebrou. Você não sabe que eu tenho todo o universo para cuidar? As estrelas, os países, os governantes! Seu mundinho e problemas são muito simples para mim. Bem, certamente Deus não é assim!
A Bíblia conta a história dos discípulos. Eles ficaram estressados quando algumas crianças se aproximaram de Jesus. Eles começaram a tirá-las para longe, pois na opinião deles, Jesus era muito importante pra se preocupar com aquelas crianças. O que eles não sabiam era que Jesus enxergava as crianças com outros olhos. Ele via valor nelas. E mandou que os discípulos deixassem que elas se achegassem perto dele. Com certeza, aquelas crianças não iriam conversar com ele sobre religião ou sobre o futuro do povo judeu. Provavelmente elas queriam mostrar a Jesus, como seu filho ou o meu, um trabalhinho que fizeram ou contar a ele sobre o dia que conseguiram pescar um peixe sozinhos. Jesus não se achou muito importante ou muito ocupado pra dar atenção para aquelas crianças e as coisas aparentemente simples e sem importância que fazem parte do dia-a-dia delas (Marcos 10).
Para mim, pode ser apenas um rabisco no papel. Já para meu filho, é o desenho que ele tanto se esforçou pra fazer e demonstrar seu amor! Não podemos nos iludir: nossos fortões não estarão pra sempre ao nosso lado, chamando nossa atenção e dizendo: Olha eu, mamãe! Eu consigo levantar isto sozinho! Dentro de pouco tempo, eles terão sua próprias vidas e o mundinho simples de uma criança será apenas uma recordação nos nossos álbuns de fotografia e em nossa memória.
Por isso eu tenho que lembrar a mim mesma todo dia: Tathi, não seja uma pessoa importante demais pra curtir o seu filho. A infância deles é um presente que recebemos para que nós mesmas possamos voltar a ser um pouco crianças!

"Qualquer criança desperta em mim dois sentimentos: ternura pelo que ela é e respeito pelo que poderá vir a ser."  Louis Pasteur

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