Aguarde

Segunda Gravidez

Coluna Quero ser Mamãe em 14/05/2015 09:36:09

O intervalo mínimo entre uma gravidez e outra deve ser respeitado para que não haja problemas. Após um parto normal a mulher deve esperar pelo menos seis meses para a próxima gestação; já depois de uma cesárea este tempo aumenta para um ano, pois corre-se o risco de romper o útero durante o trabalho de parto por não ter havido tempo hábil para a cicatrização; além do risco de parto prematuro, peso de recém nascido menor e também baixo crescimento intrauterino na gestação. Vale ressaltar que isto pode ocorrer também após os 6 meses do parto normal.

Um intervalo de 18 a 24 meses seria ideal para a mãe poder amamentar seu filho e voltar às atividades físicas, profissionais e interpessoais, que foram modificadas no decorrer da gestação. 

Estar grávida pela segunda vez faz com que a mulher sofra uma nova adaptação; a dedicação a si e ao bebê, dispensados a ambos na primeira gravidez, diminuem agora, pois o mais velho (a), ainda que seja por meses de diferença, também necessita de atenção e cuidados, fazendo com que a mãe não possa se dar ao luxo de cuidar apenas dela e do novo (a) integrante da família. 

Um filho absorve muito a atenção da mãe; desde as intensas mamadas, a cada 3 horas de intervalo, o que provoca interrupções no sono, até as outras  atividades, como o simples ato de colocar e tirar o bebê do berço, trocar fralda e dar banho. São tantos os compromissos com o pequeno que é impossível não sofrer com o aumento das dores nas costas e região lombar. Esta entrega que a mãe faz ao filho, dificulta o restabelecimento de seu organismo, que exige uma noite bem dormida, hidratação de três litros de água por dia, uma alimentação balanceada e a prática de uma atividade física. Sem estes cuidados a mulher não se prepara adequadamente para uma segunda gravidez. E isto sem levar em consideração a sua vida profissional, domiciliar e conjugal.

É bom lembrar que estamos colocando uma situação na qual a primeira gravidez transcorre de forma tranquila, pois em uma gravidez com diabetes, hipertensão, partos prematuro, infecções e outras patologias, que são inerentes à gravidez, tem uma incidência aumentada nas próximas. Portanto, uma segunda gravidez deve ser orientada junto ao médico obstetra para que se tenha uma segurança maior nos cuidados prévios como controle de peso, pressão arterial, controle do açúcar no sangue, assim como atividades físicas, nutrição, controle de hábitos com o fumo e ingestão de bebidas alcoólicas.

Os cuidados com o ganho de peso, alterações da pele, como estrias, pigmentação, etc., poderão ocorrer novamente, por isso, vale a pena se precaver. A orientação de uma nutricionista, dermatologista e ginecologista nesta hora é muito importante.

Para a mulher que está amamentando a chance de engravidar é menor, pois a prolactina, hormônio da lactação, inibe a ovulação, diminuindo as chances de gravidez, porém isto não é regra e já que toda regra tem uma exceção, algumas orientações são importantes:

- Não há necessidade de parar imediatamente o aleitamento, pois à medida que a gravidez evolui há uma diminuição da produção de leite e consequentemente a procura pelo recém-nascido é menor.

- A amamentação não deve ir até o final da gestação, pois o hormônio que faz a saída do leite é o mesmo que produz a contração do útero, chamado ocitocina, portanto em uma gravidez mais adiantada a amamentação pode  desencadear um trabalho de parto prematuro, o que não é nada interessante acontecer. 


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