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Será que meu bebê vai ter que fazer dieta para APLV?

Coluna Saúde e Sabor em 31/05/2015 16:23:27

A alergia à proteína do leite de vaca afeta cerca de 5% dos bebês e crianças e menores de 3 anos. O aleitamento materno exclusivo, por pelo menos 4 meses, diminui a incidência de APLV nos dois primeiros anos de vida. Mas a imaturidade do aparelho digestivo e o sistema de defesa do corpo, também imaturo nessa fase, são fatores importantes para o desenvolvimento da doença, lembrando que, o risco aumenta em até 40% quando um familiar de primeiro grau (pai ou irmão) são alérgicos. A APLV não deve ser confundida com a intolerância a lactose. As manifestações da alergia estão relacionadas com a proteína, envolvem o sistema imunológico e grande parte dos casos ocorrem no primeiro ano de vida podendo manifestar-se através de coceira (urticária), diarreia ou constipação, cólicas, vômitos, refluxo e também por sintomas respiratórios como chiado no peito e espirros. No caso da intolerância à lactose (açúcar presente no leite), não há envolvimento do sistema imunológico, é um distúrbio digestivo associado à baixa ou nenhuma produção de lactase pelo intestino delgado, comum nos bebês com quadro de diarreia grave, gases e distensão abdominal. Um pediatra especialista poderá analisar toda a história do paciente e solicitar o teste cutâneo ou o exame de sangue e verificar a necessidade do teste de desencadeamento oral e da dieta de exclusão. Se confirmado, o único tratamento para APLV é a restrição da ingestão do leite de vaca e seus derivados. A proteína do leite de vaca e de cabra têm muitas semelhança, portanto não se deve utilizar também o leite de cabra ou de outros mamíferos. Para as crianças menores de 6 meses de idade e que ainda estejam mamando no peito, preconiza-se a continuidade do aleitamento materno com retirada das proteínas do leite de vaca da alimentação da mãe. Na impossibilidade de manutenção do leite materno, devem ser utilizadas fórmulas infantis específicas. Não está recomendada a utilização de fórmulas a base de proteína de soja antes dos 6 meses. Em torno de 30% dos alérgicos ao desenvolve também alergia à soja.


Opções disponíveis no mercado incluem fórmulas hipoalergênicas ou extensamente hidrolisadas (as proteínas do leite estão fracionadas em 90%, diminuindo o potencial alergênico). E, para os casos mais graves, as fórmulas a base de aminoácidos (estas não contém proteínas intactas), evitando-se assim quaisquer reações alérgicas. 

As orientações para os familiares devem incluir também informação sobre os derivados do leite, leitura detalhada de rótulos dos produtos industrializados, contaminação cruzada e ingredientes que podem conter leite de vaca (alfacaseína, caseinato, betalactoglobulina, aroma de queijo). Com acompanhamento médico e nutricional adequado, é uma das poucas alergias onde pode ocorrer a remissão completa do quadro, geralmente são resolvidas entre 1 e 3 anos de idade.


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